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Medo de se movimentar: quando a dor trava mais do que a lesão em si

02 de outubro de 2026 · Leitura de 1 min · Instituto Boese

Fisioterapeuta orientando paciente durante exercício de mobilidade

Depois de uma dor intensa ou uma lesão, é natural desenvolver cautela com certos movimentos. Mas, em alguns casos, essa cautela evolui para um padrão de evitação: a pessoa para de fazer atividades que nem causam dano, só porque associou aquele movimento a uma experiência dolorosa anterior. Esse fenômeno é chamado, na literatura, de cinesiofobia — medo relacionado ao movimento.

O problema é que evitar o movimento por tempo prolongado tende a reduzir força, mobilidade e condicionamento — o que, paradoxalmente, pode aumentar a sensibilidade à dor e dificultar ainda mais o retorno à atividade. Cria-se um ciclo: dor → medo → evitação → perda de capacidade física → mais dor com menos esforço.

Como esse ciclo costuma ser quebrado

A saída geralmente não é “forçar através da dor”, e sim uma reexposição gradual e orientada ao movimento, dentro de limites seguros, acompanhada de educação sobre o que a dor está sinalizando naquele momento. Com o tempo, o sistema nervoso reaprende que o movimento não é uma ameaça — e a confiança no próprio corpo volta junto com a capacidade física.

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Este conteúdo tem caráter educativo e informativo — não substitui uma avaliação profissional presencial nem constitui promessa de cura. Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente por um fisioterapeuta.